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Apos solicitação do MPF, juiz Moro solicita Banco Central bloqueio de mais de R$ 600 mil de Lula

Após determinação do juiz Sérgio Moro, o Banco Central bloqueou nesta quarta-feira (19) R$ 606,7 mil das contas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ordem de Moro era de um bloqueio de R$10 milhões, mas nas quatro contas do petista foram encontrados pelo BC R$ 606 mil. Além disso, foram confiscados, veículos e três apartamentos, inclusive em que ex-presidente vive, além de um terreno em São Bernardo do Campo (SP).A determinação foi expedida pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, no dia 14 de julho, mas só foi revelada hoje, já que a ordem era de sigilo até que o bloqueio fosse realizado.

O Ministério Público Federal solicitou ao juiz o sequestro dos bens do ex-presidente para recuperação do produto do crime, no caso, o que foi desviado segundo a sentença de contratos da Petrobras e até o apartamento, alvo central da ação criminal.No despacho, o juiz Moro alegou que a decisão foi tomada para fins de reparação de danos à Petrobras no processo em que o petista foi condenado a 9 anos e meio em primeira instância, no âmbito da Operação Lava Jato.

O tríplex no Guarujá, alvo central da ação que condenou Lula, já havia sido confiscado. O confisco dele foi publicado na setença da semana passada. Na decisão do juiz revelada uma semana depois da setença, diz que as contas e bens de Lula devem ser confiscadas até que se atinja o valor de R$ 16 milhões que, segundo a denúncia, foram depositados na forma de propina na conta-corrente compartilhada entre o PT e a OAS Empreendimentos.
"Em síntese, reconhecido que contrato celebrado entre o Consórcio Conest/Rnest gerou cerca de R$ 16 milhões em vantagem indevida a agentes do Partido dos Trabalhadores (PT), deles sendo destinados especificamente cerca de R$ 2.252.472,00 ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na forma da atribuição a ele de apartamento no Guarujá, sem o pagamento do preço correspondente, e da realização de reformas no apartamento às expensas da OAS", escreveu Moro na decisão.
Chama a atenção nesta decisão do confisco que pode  reforçar a tese da defesa dos advogados de Lula, que sustenta a falta de prova para a condenação do ex-presidente. Na sentença final o juiz não condenou Lula com base nos três contratos. Mas eles podem dar base para o bloqueio dos bens até a determinação da segunda instância?


Foto: Agência Brasil



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