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Eleições 2018 - Cálculo eleitoral



Foto: Planalto arquivo
Na última pesquisa do Instituto Datafolha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pontuou 1% das intenções de votos. Um sinalizador  que deve ser levado em conta diante das combinações. 

O cenário definitivo de quem vai disputar á presidência da República conheceremos em abril, mas já é possível ver dos que não confirmaram uma pré-candidatura, o que vem sendo revelado na disposição da luta pela vaga no partido. Claro que  combinações e muita articulação política, contam sempre, principalmente em ano eleitoral. E como muitos adotam o auxílio das pesquisas, afim de conquistar a confiança de seu eleitorado com suas estratégias de campanha, dados também são encomendados. 


Maia é cotado como possível candidato do DEM à Presidência. E não é de hoje que seu nome vem sendo ventilado. Caso não confirme, deve vir como deputado-federal, no qual, inclui neste cenário uma nova disputa para continuar no comando da Câmara. 

Nesta semana, em um evento com empresários em SP, Maia disse que a "avenida está aberta" para todos os políticos que pretendem concorrer ao Palácio do Planalto, inclusive para ele. E admitiu que também tem encomendado pesquisas de intenção de voto, de olho na eleição presencial. A resposta que ganhou uma certa confirmação de seu nome pelo partido, veio quando ele referiu á rejeição do eleitor ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).  Alertando que o partido de seu possível rival na disputa presidencial, tem aumentado. Mas que Alckmin, saberia trabalhar isso até a eleição porque está fazendo pesquisa, como ele", revelou. 

Sobre o ministro da fazenda, Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara também falou em rejeição. Rejeição que ele (Meirelles)  possa sofrer devido ser um ministro de governo que  também é refutado. O que soou como uma interpretação de que só os governitas sofrerão com este tipo de obstáculo.

Afirmação, pode ser avaliada como uma estratégia do democrata, já que auxiliares do ministro da Fazenda avaliam que ele poderia tentar culpar Meirelles pelo fracasso da reforma. 
Os dois disputam o posto de candidato da centro-direita. E é uma alternativa ao governador paulista. A outra ponta  é de colocar em pauta na Câmara propostas de segurança pública e saúde, com mais apelo junto à sociedade. Como se viu na abertura dos trabalhos no legislativo no início da semana. Um ponto importante que vai contar nesse cálculo eleitoral.

O  Datafolha divulgou no final do mês passado,   percentuais nada bons de avaliação do governo do presidente da República, Michel Temer (MDB). Aprovação foi de 6% e reprovação de 70%, numa pesquisa divulgada do dia 31 de janeiro. Isso, pode ter sido a base para o presidente da Câmara sair de cima do muro de vez. Como o ano eleitoral já em evidência.

Já o Ministro da Fazenda, continua sua agenda com seu trabalho de "recolocar a economia brasileira nos trilhos", mas essas andanças, além de buscar aprovação com bases nos números para a reforma da previdência, tem projeção na disputa eleitoral. E sua projeção pode ser melhor se a reforma  for aprovada.  Na última quinta-feira (8), ele esteve em Nova Lima-MG, num almoço com empresários. E destacou a importância para a saúde financeira com essa aprovação.

Nesta semana,  o governo admitiu pela primeira vez,  que o projeto de emenda á Constituição, pode não passar daqui a duas semanas. A data limite seria no final deste mês; que é mais curto. Com o texto desidratado, sem força no mercado os governistas perderam votos. São 308 para aprovação na Câmara dos Deputados.

Sobre sua eventual candidatura á presidência da República pelo seu partido, - que ainda é o PSD, já que o bastidor é que Meirelles migre para o MDB, partido do presidente Temer, Meirelles não confirmou o seu nome. E alegou que todos saberão o seu posicionamento, no dia 7 de abril, data limite segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que o candidato se filie a um partido e também obtenha na Justiça Eleitoral o registro para concorrer ao posto.

E a migração pode ter relação com que admitiu o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações,  Gilberto Kassab (PSD), nessa primeira semana da volta do recesso parlamentar. Ele disse que o PSD, (mesmo partido de Meirelles) pode negar apoio ao Ministro da Fazenda  na disputa pelo Planalto. Para aliados, opção seria concorrer por outra sigla governista. 

“O centro da política brasileira precisa ter um único candidato. Estamos nos esforçando no PSD para que seja o Meirelles, mas, na hora da decisão, se ele não for o mais viável, vamos ter bom senso e entender”, disse o ministro. “Se as pesquisas e perspectivas melhores não forem dele, mas de outro partido, aí vamos, possivelmente, caminhar com outro partido”, disse ao jornal o Estado de S.Paulo . 

Ontem, Kassab voltou a falar no assunto, batendo o martelo e deixando no ar que Meirelles não será de fato o candidato do PSD, já que a bancada do partido tem uma posição majoritária de apresentar um único candidato á presidência nas eleições 2018. 
Kassab também cotado a sair como vice-governador de João Dória (PSDB),  prefeito de SP.  Questionado, ele não confirmou e nem negou, alegando não ser saudável uma revelação no momento, mas revelou que está quase consolidado uma aliança do PSB com o PSDB, no qual o partido tucano indicaria o candidato ao governo e  vice. 



























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