Pular para o conteúdo principal

Após meses, Funaro fecha delação premiada e conteúdo pode comprometer cúpula do PMDB na Câmara e presidente Temer

Advogados do operador Lúcio Bolonha Funaro e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) acertaram os termos do acordo de delação premiada no início da madrugada desta terça-feira (22). Acordo já foi assinado e agora para ser válido precisa da homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).O doleiro é apontado pelas investigações como operador de supostos pagamentos de propina ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que está preso no Paraná.


O último depoimentos para fechar delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), depois de meses, foi realizado ontem, quando o doleiro teve que ser transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para a carceragem da Polícia Federal em Brasília onde teria que permanecer até a próxima sexta feira. 

O conteúdo da delação está sobre sigilo, mas pessoas próximas e especialista avaliam como um dos mais importantes e com nomes de destaque na política, sendo considerado como o mais relevante negociado pelo Ministério Público Federal - desde o início das investigações da operação Lava Jato. Conteúdo poderia comprometer o PMDB da Câmara e também o presidente Michel Temer. 


Depoimento prestado do doleiro e do empresário e delator Joesley Batista (Cui Bono) deram base para a prisão do ex-ministro da Secretária de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), - político de grande influência no governo Temer. Ele que havia sido preso no início do mês passado em Salavador, hoje cumpre prisão domiciliar. Geddel foi acusado de obstrução da justiça, com tentativa de intimidar Funaro e mapeamento de sua delação com várias ligações á família do doleiro e também impedir a delação do ex-deputado Eduardo Cunha. 

Homem de confiança do PMDB e trânsito livre no Congresso, Funaro foi preso em julho do ano passado pela Operação Sépis. Delação de Joesley contra o presidente Michel Temer, numa conversa gravada pelo empresário do grupo JBS foi e ponto de partida para denúncia contra o presidente, reforçou ligação do doleiro com Eduardo Cunha. O ex-presidente da Câmara estava em tratativa para delação, mas foi informado no mês passado que o acordo foi suspenso pela PGR. Informações passado por Cunha foram consideradas “inconsistentes e omissas” pelos procuradores da Lava Jato em Brasília. Porem, o jornal Folha de São Paulo divulgou na época que delação de Funaro que estava adiantada teria esvaziado delação de Cunha. 































Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Decisão do STF sobre Ficha Limpa pode cassar mandatos de prefeitos e deputados

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou hoje (4) a aplicação da Lei da Ficha Limpa para casos anteriores a 2010 pode provocar a cassação do mandato de centenas de vereadores, pelo menos 20 prefeitos, além de deputados estaduais e federais. Ainda não há um levantamento oficial da Justiça Eleitoral sobre a situação dos eleitos, mas os números foram citados pelo ministro Ricardo Lewandowski durante o julgamento. Diante da situação provocada pela decisão, o alcance do resultado do julgamento deve ser discutido pela Corte na sessão desta quinta-feira (5), motivada pela preocupação do ministro, que proferiu um dos votos contrários a aplicação retroativa. “Fui informado por um grupo de parlamentares que centenas de vereadores já no exercício do mandato, cerca de 20 prefeitos na mesma situação, alguns deputados federais, incontáveis estaduais podem ter os seus mandatos cassados por esta decisão retroativa, afetando inclusive o coeficiente eleitoral”, disse o ministro. Com a de...

Fachin pede que PGR faça ajustes em pedido de delação premiada de Funaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin devolveu hoje (30) para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido de homologação da delação premiada do empresário Lúcio Funaro. Fachin pediu que ajustes sejam feitos no acordo, que chegou nessa terça-feira (29) à Corte. Como o acordo está em segredo de Justiça, os detalhes da decisão não foram divulgados. Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal (PF) – Greenfield, Sépsis e a Cui Bono – que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS. Ele é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Fonte: Agência Brasil ...